segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ALONGAMENTO, FLEXIBILIDADE E A GRANDE CONTROVÉRSIA

         Atualmente muito se tem falado que o alongamento não serve para nada, não previne lesões e existe até perda de força após os exercícios de flexibilidade. Alguns praticantes de atividades físicas mudaram completamente seus hábitos após o conhecimento dessas nformações.
            Para entender melhor essa controvérsia é importante conceituar alongamento e flexibilidade. Flexibilidade é uma capacidade física que é caracterizada como a possibilidade de uma ou mais articulações de desenvolver uma determinada amplitude de movimento, alongamento nada mais é que um conjunto de técnicas utilizadas para se manter ou aumentar a flexibilidade de uma ou mais articulações.
            Para clarear essas informações vamos explicar um pouco sobre as técnicas de alongamento. A mais comum é o alongamento estático onde o membro ou o segmento que se deseja alongar é colocado na máxima amplitude de movimento suportada e a partir dessa posição utiliza-se a força da gravidade ou sua própria força para (gerar o torque de alongamento) afastar as extremidades em questão. O alongamento balístico é uma forma de exercício realizado dinamicamente, que é caracterizado com a execução de movimentos curtos e rápidos no extremo da amplitude do segmento que se deseja alongar. O outro tipo de alongamento menos conhecido é a facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) que necessita de auxílio de um profissional qualificado para a execução, e envolve a pré-contração máxima do grupo muscular a ser alongado.
            Em relação a prevenção de lesões os estudos se tornam ainda mais controversos, pois todos que apresentam resultados positivos, até o momento, possuem falhas metodológicas o que nos leva a questionar os resultados. Apesar disso um estudo realizado por Jamtvedt e col, 2009 que incluiu 2.377 esportistas que realizaram uma série de 30’’ para cada grupo muscular antes e depois da atividade física demonstrou que 1 em cada 20 pessoas que alongam conseguem evitar uma possível lesão muscular, tendínea ou ligamentar. E também que o efeito preventivo do alongamento é maior nos jovens comparado aos idosos.
            Estudos realizados nos anos de 2005 (Shrier) e 2008 (Siatras e col.) demonstraram que após uma sessão de alongamento (agudo) houve redução na força de contração máxima da musculatura anterior da coxa e no salto vertical. Porém Yamaguchi e col, 2007 demonstrou que o alongamento balísitco aumenta o torque (força de tensão) no movimento de extensão do joelho.
            Quando o assunto é realizar alongamento de forma regular, há um consenso que para o melhor desempenho atlético é necessário alongar e possuir uma boa flexibilidade. Alguns estudos comprovam que o alongamento regular aumenta o número de sarcômeros em série (células musculares, que são responsáveis pela contração muscular).
            É interessante saber que não é só o alongamento que traz esses benefícios o treino de força na posição alongada também funciona muito bem e talvez seja o mais eficaz para a prevenção de lesões!
            Levando em consideração todas essas informações fica a dica: se você está na fase de treinamento de força e não consegue ficar sem alongar antes da atividade física de preferência ao alongamento balístico; se você está na fase de treinamento de força e odeia alongar, se aqueça antes dos treinamentos e realize alongamentos fora dos dias de treino para melhorar a flexibilidade; se você não está em nenhuma fase de treinamento, uma sessão de alongamento de 10 a 15’ não faz mal algum. Outra dica é em relação a personalidade: se você se considera ansioso a melhor forma de exercício pré-atividade são os aquecimentos; Se você se considera tranqüilo os alongamentos são uma boa forma de exercício pré-atividade.(Biologia do Esporte – 7ª Ed. Ano:2000 Jürgen Weineck )


* Link interessante http://oglobo.globo.com/saude/alongamento-nao-tem-efeito-significativo-na-reducao-de-dores-musculares-lesoes-3250605
       F.T Bernardo Barbosa Vilar - 
       CREFITO Nº 137633F 
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dor Muscular Tardia (DMT)

    O conceito de DMT pode ser considerado simples. Toda dor muscular produzida após o exercício físico que tem duração entre 24 a 72hs.
    Existem algumas teorias que justificam a sensação dolorosa e também da atual redução na capacidade de desenvolver força pela musculatura afetada.
    Atualmente a teoria mais aceita é que após o esforço físico, o excesso de tensão ao qual o músculo foi submetido resultam em microlesões nas fibras musculares que também acompanha um micro porcesso inflamatório.
    A teoria da ácido lático ou lactato que era muito comum de se escutar antigamente tem caído por terra pois alguns estudos comprovaram que o lactato é reabsorvido em questão de algumas horas após a atividade física.
    Mas o objetivo real dessa primeira postagem é mostrar o que há de mais recente em relação a recuperação da dor muscular tardia.
    No ano de 2007 estive em um congresso e  um dos palestrantes realizou uma revisão demonstrado que a cafeína também ajudava na redução da DMT.
    Através de uma pesquisa rápida realizada no Pubmed acredito que as terapias 'alternativas' que mais são efetivas para a DMT são o descanso ativo, massagem e banho de imersão. Apesar de nenhuma delas evidenciar cientificamente melhora na função muscular a sensação dolorosa é menor após a aplicação destas.
 

*para os Quiropratas e Osteopatas tem um artigo interessante em relação ao tema:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19817197
este artigo evidencia que a manipulação da coluna vertebral antes do exercício e/ou após o exercício previne e trtata a DMT.


   F.T Bernardo Barbosa Vilar
   CREFITO Nº 137633F 
   (31) 8802-6934


REFERÊNCIAS

Delayed onset muscle soreness : treatment strategies and performance factors.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12617692

Effects of massage on delayed-onset muscle soreness, swelling, and recovery of muscle function.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16284637

Ice-water immersion and delayed-onset muscle soreness: a randomised controlled trial.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17261562