Atualmente muito se tem falado que o alongamento não serve para nada, não previne lesões e existe até perda de força após os exercícios de flexibilidade. Alguns praticantes de atividades físicas mudaram completamente seus hábitos após o conhecimento dessas nformações.
Para entender melhor essa controvérsia é importante conceituar alongamento e flexibilidade. Flexibilidade é uma capacidade física que é caracterizada como a possibilidade de uma ou mais articulações de desenvolver uma determinada amplitude de movimento, alongamento nada mais é que um conjunto de técnicas utilizadas para se manter ou aumentar a flexibilidade de uma ou mais articulações.
Para clarear essas informações vamos explicar um pouco sobre as técnicas de alongamento. A mais comum é o alongamento estático onde o membro ou o segmento que se deseja alongar é colocado na máxima amplitude de movimento suportada e a partir dessa posição utiliza-se a força da gravidade ou sua própria força para (gerar o torque de alongamento) afastar as extremidades em questão. O alongamento balístico é uma forma de exercício realizado dinamicamente, que é caracterizado com a execução de movimentos curtos e rápidos no extremo da amplitude do segmento que se deseja alongar. O outro tipo de alongamento menos conhecido é a facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) que necessita de auxílio de um profissional qualificado para a execução, e envolve a pré-contração máxima do grupo muscular a ser alongado.
Em relação a prevenção de lesões os estudos se tornam ainda mais controversos, pois todos que apresentam resultados positivos, até o momento, possuem falhas metodológicas o que nos leva a questionar os resultados. Apesar disso um estudo realizado por Jamtvedt e col, 2009 que incluiu 2.377 esportistas que realizaram uma série de 30’’ para cada grupo muscular antes e depois da atividade física demonstrou que 1 em cada 20 pessoas que alongam conseguem evitar uma possível lesão muscular, tendínea ou ligamentar. E também que o efeito preventivo do alongamento é maior nos jovens comparado aos idosos.
Estudos realizados nos anos de 2005 (Shrier) e 2008 (Siatras e col.) demonstraram que após uma sessão de alongamento (agudo) houve redução na força de contração máxima da musculatura anterior da coxa e no salto vertical. Porém Yamaguchi e col, 2007 demonstrou que o alongamento balísitco aumenta o torque (força de tensão) no movimento de extensão do joelho.
Quando o assunto é realizar alongamento de forma regular, há um consenso que para o melhor desempenho atlético é necessário alongar e possuir uma boa flexibilidade. Alguns estudos comprovam que o alongamento regular aumenta o número de sarcômeros em série (células musculares, que são responsáveis pela contração muscular).
É interessante saber que não é só o alongamento que traz esses benefícios o treino de força na posição alongada também funciona muito bem e talvez seja o mais eficaz para a prevenção de lesões!
Levando em consideração todas essas informações fica a dica: se você está na fase de treinamento de força e não consegue ficar sem alongar antes da atividade física de preferência ao alongamento balístico; se você está na fase de treinamento de força e odeia alongar, se aqueça antes dos treinamentos e realize alongamentos fora dos dias de treino para melhorar a flexibilidade; se você não está em nenhuma fase de treinamento, uma sessão de alongamento de 10 a 15’ não faz mal algum. Outra dica é em relação a personalidade: se você se considera ansioso a melhor forma de exercício pré-atividade são os aquecimentos; Se você se considera tranqüilo os alongamentos são uma boa forma de exercício pré-atividade.(Biologia do Esporte – 7ª Ed. Ano:2000 Jürgen Weineck )
* Link interessante http://oglobo.globo.com/saude/alongamento-nao-tem-efeito-significativo-na-reducao-de-dores-musculares-lesoes-3250605

* Link interessante http://oglobo.globo.com/saude/alongamento-nao-tem-efeito-significativo-na-reducao-de-dores-musculares-lesoes-3250605
F.T Bernardo Barbosa Vilar -
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